Motivos para assistir Atômica

setembro 04, 2017

Foto: Atômica/Divulgação

Que tal um filme de espionagem Girl Power?

Fight like a girl (ou “Lute como uma garota”) parece ser o lema de Lorraine Broughton (Charlize Theron) em Atômica, que estreou nos cinemas no dia 31 de agosto. Ela é uma agente secreta do MI6, serviço de inteligência britânico, com a missão de ir até Berlim durante a Guerra Fria para recuperar uma lista perdida de agentes duplos. Na capital alemã, ela encontrará o agente David Percival (James McAvoy) - o professor Xavier que você respeita - chefe das operações britânicas em Berlim e designado para ajudá-la.

Lorraine é uma espécie de super-mulher. Logo no começo de Atômica, ela acaba com uma dupla de fortões dentro de um carro usando basicamente sua força e seus sapatos (que roubam a cena durante todo o filme). A partir daí, enfrenta uma série de grandes homens fortemente armados em cenas de embates sem cortes, coreografadas e muito bonitas. A estética da violência relembra os filmes do diretor Quentin Tarantino e transforma as lutas em um espetáculo.

A trilha sonora completa o show. Seja na captação nua e crua do som das pancadas e chutes, ou na vibração das ótimas músicas dos anos 80.
Berlim também é um show à parte. A cidade, por si só, compõe um dos elementos mais ricos do filme. As câmeras passeiam mostrando a excentricidade que faz de Berlim a capital underground da Europa.

Por que Atômica é um filme girl power?

Começando por Charlize Theron... Oito personal trainers. Dois dentes quebrados. Algumas costelas machucadas. Um joelho deslocado. E só uma mulher. Esta é uma das principais conclusões que se pode ter de Atômica — mulheres sabem lutar pelo que querem, e muitíssimo bem.

A atriz passou por um intenso treinamento para as filmagens e dispensou dublês na maior parte das violentas cenas de ação. Conhecida por mergulhar sem afetações em cada papel, Theron não faz diferente como Lorraine.
Assim como Mulher Maravilha, o filme Atômica traz uma protagonista super forte e lutadora, resistindo bravamente em um universo masculino. Em entrevista à revista Variety, Charlize deu o recado: “Esses filmes mostram que as garotas podem dominar esse mercado”.

A atriz já havia roubado a cena em Mad Max: A Estrada da Fúria com sua personagem Furiosa. Agora, brilha com sua protagonista poderosa, inescrupulosa, um tanto quanto vingativa e bissexual (ou pelo menos não hétero. Tanto faz. Ela não precisa se explicar).

A agente tem um romance com Delphine Lasalle (Sofia Boutella), uma jovem espiã francesa infiltrada na capital alemã. As cenas de ambas são beeem quentes. E, a melhor coisa disso tudo, com certeza é o fato de que poderia ser James Bond "pegando" alguém pela enésima vez — mas não é. É outra mulher. Em entrevista à Variety, Charlize Theron disse que "amou" o envolvimento das duas e o aprovou no roteiro por uma questão política.

"[Foi a] Minha frustração com a maneira que essa comunidade é representada no cinema, ou a falta dessa representação. E também fazia total sentido. É adequado a ela [a personagem]", contou.
"Parecia que havia uma maneira, através daquele relacionamento, e pelo fato de serem pessoas do mesmo sexo, de mostrar uma mulher não tendo que se apaixonar, o que é uma daquelas retóricas femininas. 'É uma mulher; é melhor ela se apaixonar — senão ela é uma puta!"

Ela é, também, produtora do longa, e já sinalizou que pode haver possíveis continuações em breve. Enquanto isso, assista ao trailer e corra para cinema mais próximo para assistir esse hino #GirlPower!



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