Ativismo virtual: E aí, vai fazer sua parte?

novembro 14, 2017



Escrito por Daniele Barros


Primeiramente, tenho certeza de que você não conhece a elegante senhora da foto acima, mas tudo bem, não se sinta desinformado, até eu tive o prazer de conhecê-la recentemente, mas vamos ao nosso texto.


No mês passado explodiu na mídia uma série de denúncias feitas por atrizes de Hollywood que relataram terem sofrido assédio sexual por produtores do alto escalão da indústria cinematográfica americana. As denúncias chegaram ao conhecimento do público através de reportagem do jornal The New York Times onde, o principal nome citado é do produtor Harvey Weinstein que durante décadas utilizou sua influência para assediar sexualmente inúmeras atrizes.


Esse tipo de notícia só deixa ainda mais claro o que nós todas já sabemos: Abusos sexuais independem de classe social, bem como o medo e a vergonha de denunciar. Muitas dessas atrizes sofreram abusos há mais de uma década e só agora, com a repercussão da reportagem, tiveram a coragem de relatar o que sofreram. O bom disso tudo é saber que hoje temos uma arma que é nossa grande  aliada: As redes sociais, que tem o importante papel de unir iguais, pessoas que passam ou passaram pela mesma experiência e que juntas ganham mais força para denunciar e se reerguer.


Assim como o que aconteceu aqui no Brasil com a criação da hashtag #MeuMotoristaAbusador, criada a partir do caso da escritora Clara Averbuck abusada por um motorista da empresa Uber durante uma corrida, nos Estados Unidos, a atriz Alyssa Milano incentivou pessoas que sofreram abusos a fazerem seus relatos em redes sociais utilizando a hashtag #MeToo, nome de um movimento criado na década de 90 pela ativista Tarana Burke que luta pelo direitos das mulheres. No caso dos americanos a hashtag saiu do mundo virtual e se tornou uma passeata que reuniu centenas de pessoas neste domingo (12) em Los Angeles.


Centenas de pessoas em Los Angeles, para a passeata em apoio às vítimas de agressão sexual e assédio. Foto: Divulgação/Correio do Brasil


Usar a internet, sobretudo as redes de relacionamento, para causas mais profundas que atravessam a fronteira do mero entretenimento e network social é criar um importante recurso de união e empatia capaz de mudar diretrizes em diversos setores da sociedade, seja na grande mídia, como a televisão e sua forma de trazer representatividade como nas empresas por exemplo, que passarão a ver determinado grupo social, como mulheres, gays e negros  a partir de um outro ponto de vista, ponto de vista este reforçado muita vezes através das redes sociais e seu ativismo virtual.


Para defender determinada causa através das redes não é necessário usar hashtags de denúncias. Na luta contra o machismo, por exemplo, há diversas páginas com conteúdo agregador que às vezes já é de nosso conhecimento mas a sua divulgação pode, por exemplo, ajudar a esclarecer outras mulheres sobre determinado assunto. A propósito, a senhora da foto que falei no começo do texto se chama  Carmen da Silva, mulher e escritora que viveu em um Brasil (décadas de 1960 a 1980) sem internet e redes sociais onde sua única arma contra o machismo era sua coragem e uma máquina de escrever e desta forma se tornou precursora do feminismo no país. E você que está aí atrás de seu laptop ou celular com wi-fi e informações ao alcance de um toque, fez o quê? Nunca é tarde! Fizemos uma lista das principais páginas feministas presentes no Facebook para que você possa dar uma olhada e quem sabe passar a fazer parte deste ativismo solitário mas que no fundo agrega tantas pessoas.


Confira:













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