Roupas infantis seguem tendências da moda sem gênero
Foto: Estadão
Por Luana Miranda
O mercado da moda e os seus segmentos sempre estão cercados por novidades, passando por transformações e seguindo tendências. E não poderia ser diferente com a moda infantil. Quem acredita que as roupas e acessórios infanto-juvenis é sempre a mesma coisa está muito enganado. Hoje em dia essa área está em alta, absorvendo o que vem acontecendo na moda adulta e trazendo para si toques sempre atuais.
Uma dessas novas tendências do mundo da moda é a questão do gênero. Hoje observados cada vez mais as pessoas quebrando as barreiras e misturando peças femininas e masculinas, independente do sexo. Se antes o enxoval dos bebês era composto, em sua maioria, por peças azuis e verdes para meninos e peças rosas e lilás para as meninas, novas marcas vêm surgindo e mudando esse conceito. Um exemplo disso é a marca LegLeg, da figurinista Daniela Gimenez. A marca que produz leggins infantis, que geralmente é associada ao público feminino, ganha estampas que também podem ser utilizadas por meninos.
Foto: Reprodução/Instagram (Legleg)
Outra marca que também segue essa pegada de moda sem gênero é o Ateliê cui cui, da Fabiana Tarantino Zurita, que é a autora dos desenhos que estampam as peças da loja online. O objetivo da marca é estimular a autoconfiança e a liberdade de escolha da criança desde cedo. Outra motivação para a criação da marca foi que Fabiana sempre tinha dificuldades de encontrar peças sem muitos adereços para sua filha: “Na minha opinião, a moda para criança deveria ser unissex. Não me identifico com aquela pegada miniadultinho, que é o que muitas marcas grandes fazem", contou ela em entrevista para o site do Jornal folha de São Paulo, em 8 de janeiro desse ano.
Foto: Reprodução/Instagram (Ateliê Cui Cui)
A partir dessa nova tendência que alcançou as peças infantis, pode-se reparar também uma certa mudança na sociedade em relação a moda. A roupa pode ser utilizada também para construção da personalidade desde pequeno e não apenas só como um acessório que distingue os gêneros. Então, se desde criança eles já crescerem cercados de ideias que fujam do padrão que foi imposto por grande parte da sociedade é melhor, pois já cresceram de certa forma empoderados e serão capazes de remodelar o mundo em que viverão.




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